Ao acreditar que “ A cultura brasileira representa uma esperança de superação de fronteiras e de construção da relação de confiança na humanidade”, um grupo de escritores lagopratenses-natos ou por adoção, juntamente com a professora e então vereadora Fátima Tavares, instala a Academia Lagopratense de Letras- a ACADELP. Através dela, sonha com a possibilidade de se construir um novo espaço cultural em nossa cidade. Essa Academia já idealizada em décadas passadas, tomou forma aos 4 de novembro de 2002, data importante para o município, pois é dia de São Carlos Borromeu- Padroeiro da Paróquia.
Entre a fundação e sua instalação, decorreram aproximadamente 9 meses, tempo necessário à gestação da vida humana, tempo igualmente necessário ao pensar e repensar, ao propor e se rever as propostas, às discórdias e ao entendimento.
No mês de março de 2003, em duas reuniões consecutivas, elegeu-se os dez primeiros acadêmicos, para as 38 cadeiras que constituem a Academia Lagopratense de Letras – ACADELP. E todos os que participaram deste processo receberam o título de Acadêmicos Fundadores. A ACADELP tem como patrona, a escritora, poetisa, musicista e compositora Guiomar Lima Sampaio e Presidente Honoris causa/post mortem, o escritor e historiador Acácio Mendes; reconhecendo assim a importância desses dois vultos históricos no contexto cultural lagopratense. Dia 25 de julho do mesmo ano, oficialmente, essa instituição literária fora instalada em cerimônia realizada no salão da CREDIPRATA.
A ACADELP é uma instituição voltada para a valorização sociocultural e propagação da Língua Portuguesa. Com o propósito de fomentar a arte literária no município como resgate de valores e cidadania.
E o incentivo à leitura é uma das maiores preocupações da Academia. Porque a leitura é um dos instrumentos essenciais para que o indivíduo construa seu conhecimento e exerça a cidadania. Ela amplia nosso entendimento do mundo, propicia o acesso à informação com autonomia, permite o exercício da fantasia e da imaginação e estimula a reflexão crítica, o debate e a troca de ideias. E um bom leitor é aquele que sabe ler o que está escrito e o que está implícito.
É aquele que sabe relacionar o que lê à sua vida, à vida de sua comunidade, de seu país. É o que sabe interpretar os vários sentidos que pode ter um texto literário ou não.