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Não beberão de suas águas frescas,
os passarinhos.
Nem brincarão nas suas margens verdes,
os menininhos.
Nasceram mortos os peixes,
com suas lâminas opacas aos raios de sol reluzentes.
Jaz em seus meandros endurecidos como mármore,
Onde outrora beberam mais de mil indigentes.
Não alcançarás o mar, porque tu morreste para sempre.
Porque drenaram suas águas como um natimorto no ventre.
Onde havia vida em movimento,
agora tem seca e sofrimento.
Regina Alves 05/08/2024